Começa compactação de carros apreendidos na cidade de São Paulo



A Secretaria da Segurança Pública (SSP) inicia nesta segunda-feira (17) a compactação dos veículos depositados no Pátio Santo Amaro, na zona sul da Capital, que faz parte de uma ação inédita no Brasil para dar uma destinação às carcaças apreendidas em pátios irregulares.

 

A liberação desses espaços vai permitir melhorar a logística da apreensão e, consequentemente, a fiscalização de veículos.

 

No total, serão descontaminadas e destruídas 13.500 carcaças que estão apreendidas no Pátio Santo Amaro. No primeiro dia, pelo menos 50 veículos passarão pelo processo.

 

A medida é o primeiro passo para resolver um passivo de mais de 25 anos de veículos apreendidos criminalmente, que foi causado por entraves judiciais que impediam a liberação dos pátios.

 

Em maio do ano passado, a Justiça autorizou que fossem realizados leilões dos 45 mil veículos apreendidos em pátios na cidade de São Paulo, atendendo a um pedido da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

 

O leilão dos veículos apreendidos no Pátio Santo Amaro aconteceu no dia 16 de janeiro. A sessão pública foi realizada na sede do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital). Ao todo, sete empresas participaram da disputa.

 

Os veículos foram arrematados por R$ 808.839,35, em lote único, pela empresa Trufer Comércio de Sucatas Ltda., responsável pela descontaminação, compactação e trituração das carcaças. A empresa vencedora tem autorização para vender o material para reciclagem. Não há custo para a SSP para a realização do processo.

 

Após a autorização para a realização do leilão, também é necessária a autorização de cada juiz responsável pelos processos a que os veículos estão vinculados para que seja feita a compactação. A permissão é necessária pois esses veículos são provenientes de apreensões criminais, ou seja, resultam de ocorrências roubo, furto, estelionato etc.

 

Até o momento, a Polícia Civil recebeu autorização judicial para que cerca de 50% das carcaças do local sejam destruídas. O processo total está previsto para acontecer em 180 dias.

 

Para preservar o meio ambiente, o processo segue exigências de órgãos reguladores e fiscalizadores do setor, inclusive descontaminando as áreas onde os veículos estão apreendidos.

 

A iniciativa é a primeira etapa do projeto para desocupar os atuais 45 pátios e contratar novos espaços para abrigar os carros apreendidos pelas polícias em ocorrências criminais.

 

Além dos veículos desse pátio, outros leilões serão realizados para que sejam vendidas as carcaças guardadas nos demais pátios da cidade, o que vai beneficiar todas as delegacias e todos os departamentos de Polícia Judiciária da Capital.

 

O processo

 

A compactação é realizada por meio de um processo moderno, que recolhe todos os detritos e resíduos das carcaças. Cada veículo a ser compactado é vistoriado por um policial e recebe uma etiqueta com sistema de rastreabilidade. Baterias, pneus e catalisadores são retirados antes do procedimento e recebem uma destinação conforme as normas ambientais.

 

O equipamento, semelhante a uma prensa, conta com câmeras que registram a data e a hora da compactação. Um tanque separa os fluídos do veículo, como água e combustível, que são extraídos durante o processo. Após isso, a sucata será removida à empresa para ser comercializada para reciclagem.

 

Novos pátios

 

Outra concorrência da Polícia Civil, em andamento no Decap, vai contratar áreas privadas que substituirão os pátios atuais. O projeto é de que haja quatro lotes de pátios, cada um correspondente a duas das oito delegacias seccionais da Capital. As informações são do portal da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).

 

 

 

Fonte: Blog do Delegado



Postado em: 20/02/2014

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