“Situação da Polícia Civil no RN está caótica”, diz presidente da Adepol



A presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN (Adepol), Ana Claudia Saraiva Gomes afirmou que a categoria foi pega de surpresa com a exoneração do delegado Fábio Rogério da Silva que ocupava o cargo de delegado geral, mas que o Governo deve priorizar a segurança pública com investimentos para as condições e estrutura para os trabalhos da polícia.

“Tivemos uma reunião com o secretário de Segurança que apresentou suas justificativas, foi tudo muito rápido não tínhamos conhecimento da mudança, mas nós cobramos que haja mudança de postura. Os delegados estão em uma situação caótica de falta de estrutura e déficit do quadro de pessoal”, afirmou Ana Claudia.

Ainda segundo a presidente da Adepol, a Polícia Civil não recebe investimentos, mas mesmo assim está conseguindo desencadear operações e realizar prisões. “A alta do índice de criminalidade no Estado reflete a falta de investimentos, não temos estrutura, as delegacias estão lotadas de presos e o próprio ITEP sofre com condições mínimas. Estamos fazendo um grande esforço, mas a situação está muito complicada temos um déficit de mais de 70% de pessoal, em alguns casos no interior delegados são responsáveis por até 10 comarcas”, destacou.

Com relação à escolha do novo delegado geral Ricardo Sérgio, a presidente da Adepol afirmou que pretende agendar uma reunião para apresentar a pauta de reivindicações dos delegados.

“É um bom nome o delegado Ricardo Sérgio, mas reitero que o Governo deve abrir um canal de diálogo para compreender os problemas estruturantes que afetam a Polícia Civil, realizar planejamentos de ações e investimentos e os encaminhamentos necessários para oferecer as condições de trabalho necessárias”, destacou Ana Claudia.

Após ser exonerado, o delegado Fábio Rogério lamentou que não haja o mesmo “investimento e importância” como em outros órgãos da segurança pública do Rio Grande do Norte. “Não temos tratamento igualitário como a Polícia Militar e Bombeiros. Polícia Civil e Itep são os primos pobres”, desabafou.

Fábio Rogério criticou o fato “dos governos não olharem para a Polícia Civil”. Ele argumentou que a violência da forma que está acontece pelo “sucateamento da polícia investigativa”. “Se não há investigação, como alcançar bons trabalhos”, questiona o delegado.

Fonte: Portal Noar

 

 

 

 

 

 

 



Postado em: 23/05/2013

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