Mulheres vítimas de violência estão frustradas com a Justiça, mostra estudo



Mulheres vítimas de violência estão frustradas com a Justiça, mostra estudo

 

 

A lentidão dos processos e a revitimização faz com que muitas mulheres que sofreram violência se frustrem com a Justiça, como indica o estudo da pesquisadora Marília Montenegro de Mello. A pesquisa faz parte da 2ª edição da série Justiça Pesquisa, custeada pelo CNJ.

 

Foram entrevistadas 75 vítimas de violência, de sete cidades brasileiras – Recife, Maceió, João Pessoa, Belém, São Paulo, Porto Alegre e Brasília. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Marília Montenegro de Mello, além de traçar o perfil socioeconômico da vítima e do agressor, a pesquisa “deu voz a ela”.

 

A maioria das entrevistadas (57%) tinham entre 26 e 40 anos e, em quase 70% dos casos que envolviam violência conjugal, o casal tinha filhos menores de idade. Em 45% dos casos, as vítimas possuíam um relacionamento longo com o autor da agressão, variando entre 7 e 30 anos. Nos relacionamentos de média duração (entre um e sete anos) os números também foram expressivos, representando 28% dos casos.

 

Entre os motivos apontados para a frustração estavam as expectativas em relação ao autor de violência. Os dados revelaram que 39% das vítimas não pretendia, ao denunciar o companheiro, que ele fosse preso. Apenas 16% das entrevistadas afirmou ver na pena privativa de liberdade uma possibilidade de solução.

 

Questionadas se voltariam a buscar o Sistema de Justiça criminal no caso de sofrerem novas agressões, ou se recomendariam o processo a alguém, a maioria das vítimas afirmou que somente recomendariam o processo por não enxergarem outra forma de proceder.

 

A pesquisa revelou também a reação da mulher após sofrer a violência. Segundo o relatório, 36% se separaram do agressor após a experiência; 21% logo após e 15% ainda passaram um tempo antes de se separarem. Casais que mantiveram o casamento representam 31%, apesar de 8% deles terem experimentado um período de separação logo após o fato.

 

FONTE: UOL



Postado em: 24/10/2017

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