ADEPOL oficia o Governador, cobra os salários atrasados e mais investimentos na Polícia Civil



ADEPOL oficia o Governador, cobra os salários atrasados e mais investimentos na Polícia Civil

 

A Segurança Pública tem sido uma das maiores preocupações da população do Rio Grande do Norte. Os registros de violência nunca foram tão altos e a Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Norte entende que tal realidade decorre da falta de investimentos ao longo de anos na segurança pública, notadamente na Policia Civil.

 

Em razão disso, a ADEPOL reiterou pedido de audiência com o governador do Estado através de ofício protocolado nesta segunda-feira (24), no qual foram expostas as dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil na atualidade, além de apontar-lhe proposições, no intuito de contribuir para uma melhora no serviço da Segurança Pública e no combate eficaz à violência.

 

“A ausência de uma política de investimentos na polícia investigativa tem uma influência direta no aumento da criminalidade, eis que se não houver uma investigação eficiente e capaz de se comprovar a autoria e materialidade delitiva, o infrator restará impune e encorajado a praticar novos delitos”, comentou a vice- presidente da ADEPOL, delegada Ana Claudia Saraiva Gomes. 

 

Já a Delegada Paoulla Maués, Presidente da ADEPOL observou a importância de se distinguir os recursos destinados a pagar folha de pessoal e custeio, dos valores que representam efetivamente investimentos. Segundo ela, os números destes últimos têm sido desastrosos e prejudiciais à segurança do Rio Grande do Norte. “Analisando os investimentos nos últimos 5 anos, vemos que o ano de 2015 foi o que menos se investiu em Polícia Civil”, diz a Delegada.

 

A Presidente conta que em 2015 havia uma previsão orçamentária de R$ 9.657.174,66 para investimentos na Polícia Civil, todavia apenas foi liberada para repasse a quantia de R$ 13.734,00 correspondente a 0,14% do orçamento previsto. 

 

"A desestrutura, os constantes e abusivos atrasos salariais - até esta data sequer o salário de junho foi pago-, somados a sobrecarga e sobrejornada de trabalho não remunerados, quando não desmotiva os policiais civis, levam-nos a problemas sérios de saúde e afastamento do serviço", frisou a Presidente. 

 

Uma das propostas da ADEPOL para amenizar a problemática do efetivo, além do concurso público é a regulamentação do horário extraordinário no âmbito da Polícia Civil.

 

“Não temos uma norma que discipline o horário extraordinário dos policiais civis e o resultado disso é a existência de apenas cinco delegacias de plantões em todo o Rio Grande do Norte, enquanto que na Paraíba, por exemplo, existem 47 delegacias e núcleos de plantão", lamentou Ana Claudia.

 

Os delegados agendaram uma assembleia para o dia 28 deste mês a fim de deliberar as medidas que serão tomadas diante dos constantes e abusivos atrasos salariais.



Postado em: 25/07/2017

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