Polícias Civil e Federal unidas contra a PEC 287



No dia Nacional de Luta em defesa dos Direitos dos Trabalhadores, as Polícias Civil e Federal uniram forças para protestar contra a PEC 287 que altera as regras para aposentadorias e pensões.

O vice-diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Santiago Hounie, afirmou que a proposta enviada pelo Governo Federal e que tramita no Congresso Nacional é ruim para todos os cidadãos brasileiros. Sejam homens ou mulheres.
Em relação às polícias, ele destacou que a proposta não considera a expectativa de vida dos policiais; desconsidera o risco extremo da atividade; desconsidera as condições exigidas para os policiais atuarem no combate à criminalidade; não considera o número de mortes prematuras; e, até mesmo, o aumento da violência.

“O fato é que o Governo propõe 65 anos de idade mínima para aposentadoria e quer excluir a situação de risco como minorante. Não se pode excluir a aposentadoria diferenciada para trabalhadores que dependem de um nível de exigência maior de força física, como estivadores, policiais... que não têm condições de trabalho até os 65 anos”, disse o delegado federal.

Já a presidente da ADEPOL, delegada Ana Cláudia Saraiva, destacou que além da PEC 287, a Polícia Civil do RN protesta contra a Reforma Previdenciária Estadual, enviada à Assembleia Legislativa pelo Governo do Estado, na mensagem 118. O projeto também altera regras e reduz direitos no RN e, ainda, aumenta a contribuição dos servidores.
“Na prática, o Governo está tentando reduzir os salários dos servidores em 3%, aumentando a contribuição de 11% para 14%. Isso num momento em que estamos com salários atrasados, condições precárias de trabalho, deficiência de mais de 70% no efetivo, enquanto a criminalidade só aumenta”, destacou Dra. Ana Cláudia.



Postado em: 15/03/2017

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