Protesto pede medidas para conter ataques a policiais



Policiais do Rio de Janeiro fizeram ontem (14) um protesto na orla de Copacabana, zona sul da cidade, para exigir medidas em relação aos ataques cometidos a agentes. Neste ano, mais de 100 policiais foram mortos no estado, a maioria enquanto estava de folga. Familiares e colegas de trabalho fincaram cruzes pretas na areia da praia com as fotos dos policiais assassinados.

 

Durante a manifestação, um grupo de policiais militares entregou carta à população com oito reivindicações da categoria, entre as medidas estão a transformação em crime hediondo de qualquer ato cometido contra a integridade física de policiais e seus familiares, a amparo maior aos parentes de policiais mortos e a possibilidade de o profissional ficar com a pistola da corporação mesmo quando estiver de folga.

 

“A gente quer também a blindagem dos contêineres das UPPs [unidades de Polícia Pacificadora] porque policiais estão morrendo muito nas UPPs. A cabine aqui na rua é blindada, porque o contêiner que é dentro da comunidade não vai ser?”, questiona a cabo Flávia Louzada, que coordena um grupo chamado A Vida do Policial É Sagrada, Como Toda Vida É.

 

Segundo a policial militar, o objetivo do protesto é conscientizar a população de que o problema da mortalidade dos policiais já não é um problema da polícia. "Por que se nós, que somos pagos para proteger o cidadão, não estamos conseguindo permanecer vivos, como vamos proteger [a sociedade] se nós mesmos não estamos sendo protegidos?”

 

Além de policiais, participaram da manifestação parentes de vítimas como a mãe do soldado Anderson de Sena Freire, assassinado por criminosos durante um patrulhamento na Avenida Brasil, no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, no final de novembro.

 

“Como é que pode, numa madrugada, uma viatura com dois policiais enfrentar um grupo de quatro ou cinco [homens] bem armados? Ele não teve como se defender. Isso é uma vergonha para o país”, disse Ângela Maria de Sena Freira, que também tem outro filho na Polícia Militar. “Ele tinha seis anos de polícia e deixou dois filhos.”

 

Policiais do Espírito Santo também participaram do protesto. “Nós viemos nos unir, porque hoje vemos que o problema da morte de policiais é nacional. Lá no Espírito Santo temos vários colegas sendo assassinados tanto em serviço quanto de folga. Estamos aqui para tentar comover a sociedade para esse problema que é tão grave”, disse o cabo Clayton Siqueira.

 

 

 

Fonte: Agência Brasil



Postado em: 15/12/2014

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